14 setembro, 2006

O Poder e a Esperança

“A esperança é a última que morre”

Ditado popular que encerra uma profunda mensagem de fé e tolerância do ser humano, pelos erros dos que costumam promoter sem cumprir, embutindo um conformismo, na esperança de dias melhores.

O político cedentes de poder, a cada eleição acende “a chama da esperança” nos que acreditam que os seres humanos podem mudar para melhor. Apenas acedem à chama. Sem compromissos morais com sua própria transformação, continua a desfiar suas intermináveis promessas.

Vivendo num mundo de faz de conta, que deseja que o povo compartilhe, ao acordar para um novo dia, olhas-se o político no espelho e se pergunta: que máscara usarei hoje?

Ensaia algumas “caretas faciais” e decide pela mascara que usará naquele dia, como marca de sua personagem. Esta é boa para hoje: sério, com palavras calculadas, juramentadas em nome de Deus e do Diabo, acompanhado de uma boa doze de “faz de conta”, compostas com expressões faciais de “sincera solidariedade”, pena, indiferença e mesmo expressões de zanga, conforme estiver emocionalmente o eleitor.

Ao final do dia, ri de suas habilidades maquiavélicas, satisfeito por ter “enrolado mais alguns inocentes patos” que caíram em seu conto do vigário”, sem ter qualquer sentimento de culpa, por ter traído mais uma vez a boa fé de gente que acredita em valores morais de justiça, honestidade, equidade e dignidade.

Pensa: que se danem estes sonhadores, “o poder e tudo” valendo qualquer recurso para conquistá-lo.

Precisamos ficar atento a estes “mascarados”, que em nome de “partidos”, que utilizam como fachadas, que mudam como se fosse camisa, continuam a nos infernizar com suas cantilenas. Alguns com a cara-de-pau de que só eles podem resolver os problemas, pois “já estão no poder e conhecem como faze-lo”. Se esquecem de dizer que já “tiveram a chance por muitos anos e não deram as respostas”.

Mensalinho, mensalão, sangue-suga das ambulâncias, anãos do orçamento, “cabides do poder”, e tantas outras mazelas, formando um conjunto de falcatruas merecedoras de cadeia, se este País adotasse menos o clentelismo, o patriarcalismo e a “cara de pau” e se voltasse para a cobrança da moralidade dos que exercem o poder em diferentes níveis e esferas em nome da democracia e do povo.

“O poder irmana do povo e em seu nome será exercido”, fundamento da democracia populista nunca teve neste País tanto evidência como atualmente. Infelizmente, marcado por exemplos negativos, onde a falte de valores morais e irresponsabilidades no exercício do poder está lançando o Brasil a beira do caos social, econômico e o que é mais grave moral.

A onda vermelha, travestida de outras cores, que se mantém no poder, pode representar um grave perigo, pois o populismo aumenta a capacidade de nivelar por baixo conceitos e princípios, uma vez, que o povo simples, base deste modelo de poder é iludido por um “prato de comida”, ao invés de gerar empregos para que este alcance a dignidade.

Vamos dizer não aos “corruptos do poder” e os que os tem protegido em nome da governabilidade.

A esperança pode ser transformada em realidade se tivermos coragem de enfrentar estes “pinóquios do poder”, fazendo uma corrente de solidariedade no esclarecimento dos eleitores.

O momento é agora. Pense e haja.

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1 Comments:

Anonymous Rick disse...

Belo texto Vilson!
Adorei a crítica a essa política que está infernizando nossas vidas.
Continue postando...

quinta-feira, 14 setembro, 2006  

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